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Eu Matei Xerazade | Literatura, memórias, ensaio | Joumana Haddad

 

Eu Matei Xerazade - Confissões de Uma Mulher Árabe em FúriaEu Matei Xerazade - Confissões de Uma Mulher Árabe em Fúria
Autora: Joumana Haddad
Tradução: Inês Pedrosa
Literatura, memórias, ensaio
ISBN: 978-989-99946-0-7
178 páginas.

 

Eu Matei Xerazade: Confissões de Uma Mulher Árabe em Fúria, da escritora libanesa Joumana Haddad (n. 1970) é um livro onde a reflexão sobre a condição das mulheres árabes contemporâneas se mistura com as memórias pessoais da autora, que viveu a infância e a adolescência numa Beirute em guerra, e também com a poesia. Joumana Haddad conta de que forma a leitura clandestina de Sade, que iniciou aos 12 anos de idade, transformou a sua vida e a sua visão do mundo, e a levou a escrever poesia libertina e a fundar, aos quarenta anos, a primeira revista erótica em língua árabe.

Escreve Haddad: "Nunca fui uma grande fã de Xerazade – a qual, para piorar as coisas, é enjoativamente acarinhada pelos orientalistas – embora adorasse ler e reler As Mil E Uma Noites. Estou convencida de que a personagem dela é uma conspiração contra as mulheres árabes em particular, e as mulheres em geral. Obviamente, a pobre senhora fez o que tinha de fazer. Não estou a julgá-la por isso. De facto, eu poderia muito bem ter feito o mesmo, se estivesse na sua delicada posição. Apenas estou farta de que as pessoas (especialmente no Ocidente, mas também no mundo árabe) façam dela uma heroína, o símbolo da oposição cultural e feminina árabe e da luta contra a injustiça, a crueldade e a discriminação dos homens. Ela é apenas uma rapariguinha querida com uma grande imaginação e boas capacidades negociais. Precisamos simplesmente de pôr as coisas na perspectiva certa.
Portanto, eu matei-a."

Publicado em inúmeras línguas, este livro é um vendaval que varre as ideias-feitas sobre as mulheres árabes e reflecte sobre as razões que levaram a que o erotismo, tão presente na literatura e na cultura árabes antigas tenha sido apagado da cultura árabe contemporânea e substituído por livros pretensamente religiosos que apelam à violência e até violação. Os equívocos orientais e ocidentais sobre a religião, a identidade, o patriotismo, a submissão, a liberdade e a igualdade de género são analisados com desassombro neste livro tão ardente como cheio de humor.

Sobre esta obra, escreveu Mario Vargas Llosa: " Um livro muitíssimo corajoso e esclarecedor sobre as mulheres no mundo árabe. Abre-nos os olhos, destrói-nos os preconceitos e é muito divertido".

Este livro foi publicado nos Estados Unidos da América, no Reino Unido, em França, Itália, Espanha, América Latina, Brasil, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Holanda, Croácia, Roménia, Líbano e mundo árabe.

 

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